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Ilha do Governador agora é também do Prefeito
As chuvas recentes causaram um grande estrago na Ilha do Governador -
como, de resto, em todo o Rio de Janeiro, Niterói e na Baixada.
Deslizamento de encostas, prédios e ruas interditadas e até
uma morte. Entretanto, nosso bairro já vinha de há muito
sofrendo com inúmeras carências, em diversas áreas.
As consequências nefastas das enchentes só vieram agravar
o quadro geral.
Por tudo isso, será muito oportuna a visita que o Prefeito Eduardo
Paes fará à Ilha, do dia 6 ao dia 9 de maio. Dentro do seu
projeto Prefeitura Itinerante, Eduardo Paes, acompanhado do
seu Secretariado e de auxiliares do segundo escalão, despachará
daqui. Ou seja: a Ilha do Governador será, por quatro dias, a sede
político-administrativa da Prefeitura do Rio de Janeiro. E isso
é motivo de orgulho para todos aqueles que amam e se preocupam
com o bem-estar da população e têm amor pelo bairro.
Acredito que o Prefeito Eduardo Paes tenha ciência da maioria dos
nossos problemas. Verificando, in loco, o alcance deles, ouvindo os segmentos
representativos dos moradores e das entidades, poderá fazer um
juízo mais preciso de tudo o que é necessário e de
tudo o que poderá ser feito em termos de melhorias, a curto, médio
e longo prazos.
Além da recuperação das encostas, uma atenção
especial deve ser dada às nossas orlas, principalmente no que toca
às Praias de São Bento, da Rosa e Freguesia. No campo da
saúde, creio que haverá definições importantes,
tanto no que diz respeito à construção do novo Hospital
Paulino Werneck quanto no referente à revitalização
de postos de saúde.
Há necessidade ainda de urgentes melhorias no asfalto de nossas
ruas, na iluminação e poda de árvores e, no tocante
às comunidades, uma atenção maior, juntamente com
o Governo Estadual, para a melhoria do abastecimento de água e
tratamento de esgoto. A poluição de nossas praias já
diminuiu consideravelmente, graças ao trabalho estupendo que o
presidente da Cedae, Wagner Victer, tem realizado, e, certamente, chegará
a índices aceitáveis, permitindo que a população
possa voltar a frequentá-las, sem maiores riscos.
Outro grave problema são as poucas vagas disponíveis para
estacionamento de automóveis em nossas vias, o que penaliza não
só os proprietários de veículos, mas também
a atividade produtiva - comércio e serviços -, que gera
impostos. Há uma grande carência também no transporte
público, que precisa ser melhor ordenado. Linhas de ônibus
para a Zona Sul e a Zona Oeste seriam muito bem-vindas, assim como uma
linha de integração com o Metrô. Temos de ter bem
em mente que, mesmo com a expectativa da próxima realização
da Copa do Mundo no Brasil e das Olimpíadas no Rio, a Ilha do Governador
não está contemplada com o planejamento de nenhuma nova
linha do Metrô, mesmo sediando o Aeroporto Internacional do Galeão,
o que é incompreensível.
Temos, na Ilha do Governador, duas grandes áreas ao ar livre, arborizadas,
o Corredor Esportivo do Moneró e o Parque Manuel Bandeira. A implementação
de programas de educação física, esportivos, culturais
e sociais nesses parques seria uma excelente medida, por exemplo, proporcionando
à nossa juventude, especialmente a mais carente, ocupações
sadias e benéficas. Além disso, a construção,
talvez por meio de parcerias ou de convênios, de uma vila olímpica
e de uma escola técnica, seriam equipamentos de uma agenda pró-ativa,
a que os moradores da Ilha têm o mais legítimo direito.
Durante sua permanência em nosso bairro, o Prefeito Eduardo Paes
dará posse ao novo Subprefeito da Ilha do Governador, Victor Accioly.
Mostrará, assim, que está sintonizado com os anseios dos
insulanos e dará um extraordinário exemplo de humildade,
pois, no início de sua administração, a nossa Subprefeitura
havia sido extinta, o que fez com que sugeríssemos e clamássemos
pelo seu retorno.
Assim, tudo leva a crer que a Ilha do Governador agora é também
a Ilha do Prefeito.
JOSÉ
DE MORAES CORREIA NETO
Comodoro
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